Investimento no combate à hepatite salvaria 4,5 milhões de vidas até 2030
Por Da Redação | Fonte: Smith Martins Adv

Investimento no combate à hepatite salvaria 4,5 milhões de vidas até 2030

Ampliar os investimentos públicos no combate aos diferentes tipos de hepatite viral  e seus respectivos remédios e tratamento salvaria a vida de 4,5 milhões de pessoas nos próximos 11 anos, segundo uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Especialistas da OMS publicaram um estudo afirmando que seria preciso investir um total de R$ 222 bilhões para que, até 2030, a hepatite viral deixe de ser uma ameaça de saúde pública em 67 países vulneráveis, de renda média e baixa. A estimativa foi publicada na revista “Lancet Global Health”, no início de agosto.

Isso significaria que esses países teriam que investir, juntos, R$ 23 bilhões ao ano no combate à hepatite através de remédios para reduzir as novas infecções em 90% e as mortes, em 65%.

Essa meta é oficialmente apoiada por todos os países membros da OMS, inclusive o Brasil. Dos 150 países membros, mais de 40% não têm um plano para eliminar a hepatite.

Hepatite C e a falta de remédios são preocupantes

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, mais de 500 mil pessoas convivem com o vírus C da hepatite sem saber. Esse tipo é o que mais preocupa as autoridades de saúde do país. Em 2018, foram notificados 26.167 casos de hepatite C no Brasil, ante 13.992 casos de hepatite B e 2.149 casos de hepatite A. Foram registrados também 145 casos da hepatite D no país.

Por não apresentar nenhum sintoma clínico, a hepatite C geralmente é diagnosticada tardiamente, limitando a possibilidade de cura e tornando o tratamento mais complexo.

Tratamento Hepatite C: Conheça seus direitos

Todos as pessoas diagnosticadas com Hepatite C contam com tratamento gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS), independentemente do dano no fígado. A ampliação da assistência faz parte da estratégia do Ministério da Saúde que visa atingir a meta de eliminar a enfermidade até 2030.

No entanto, nem sempre o SUS consegue atender a todos pacientes com hepatite com remédios de qualidade, considerando a política de altos preços adotada pelas indústrias farmacêuticas detentoras dos registros dos DAA mundo a fora.

O preço do sofosbuvir, medicamento de maior relevância nesse contexto, chegou a custar muito mais do que o ouro na oportunidade de seu lançamento mundial, quando se compara o preço por grama de produto. Em notícia publicada recentemente, em São Carlos (SP), por exemplo, medicamentos de alto custo nunca foram entregues para pessoas diagnosticadas com a doença, aumentando risco de vida desses pacientes.

Pelo plano de saúde, o tratamento para hepatite pode render uma fortuna e os convênios resistem aos pedidos, cedendo muitas vezes apenas sob pressão judicial.

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